ANÁLISE OSCAR 2015: ATRIZ

Com poucas surpresas, temos uma boa gama de atrizes em atuações não muito destacáveis, como de costume.

E tudo leva a crer que a categoria já está definida, e o resultado irá agradar a maioria e não será de todo injusto, porém há duas outras muito melhores que a favorita, então ao menos vale a torcida para algo inesperado.

 

MELHOR ATRIZ

 

MARION COTILLARD “TWO DAYS, ONE NIGHT (DEUX JOURS, UNE NUIT)”

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Cotillard vive Sandra, uma mulher em depressão que foi demitida e que busca, durante o período do título, resgatar sua dignidade indo de porta em porta pedindo aos colegas de trabalho que votem por seu retorno.
À medida que conhecemos a personagem, vamos criando se não empatia, reconhecimento pelo esforço que faz para voltar a ser a mulher de outrora, porém no final ainda mais forte, e Cotillard prova ser uma grande atriz que veio para ficar, e consegue sua segunda indicação novamente por um filme em língua estrangeira, mesmo com outro filme no mesmo ano que lhe proporcionou alguns prêmios, mas que por conta de sua baixa qualidade, deu espaço para que reconhecem seu melhor trabalho em anos.

PRÊMIO ANTERIOR:
MELHOR ATRIZ:

“LA VIE EN ROSE / LE MÔME” (2007)

 

FELICITY JONES “THE THEORY OF EVERYTHING”

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Jane é uma jovem estudante que se apaixona pelo brilhante Stephen Hawkins que, por amor, decide deixar tudo para trás e cuidar de seu marido na luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, mas que, com o tempo, acaba sentindo o peso de tudo ao se apaixonar por um amigo e querer voltar a estudar.
Deixando de lado o fato de o filme ser baseado no livro escrito pela própria Jane Wilde, vemos uma bela e talentosa atriz mostrando novamente um grande trabalho, recebendo reconhecimento por parte dos círculos de críticos que já deveria ter obtido há alguns anos por “Like Crazy“. Porém, somente esta indicação já abrirá mais portas para escolher bons projetos, basta ser mais seletiva.

 

JULIANNE MOORE “STILL ALICE”

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Alice Howland é uma mulher realizada, com a vida e família perfeitas, e uma professora linguista super conceituada, até que repentinamente Apresenta sintomas do Mal de Alzheimer, que gradativamente vai afetando suas relações familiares e sua personalidade.
O filme não apresenta nada que já não tenha sido melhor apresentado, como no superior “Away From Her“, mas é a produção certa no ano certo para a superestimada atriz levar seu tão esperado Oscar, que apesar de não ser injusto, premia uma carreira irregular pontuada de grandes atuações.

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATRIZ:

“THE END OF THE AFFAIR” (1999)

“FAR FROM HEAVEN” (2002)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

“BOOGIE NIGHTS” (1997)

“THE HOURS” (2002)

 

ROSAMUND PIKE “GONE GIRL”

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Inicialmente somos apresentados a Nick e Amy, casal perfeito e exemplo para todos, mas que em pouco tempo, por conta do desaparecimento de Amy, toda aquela imagem cai por terra à medida que as buscas se intensificam, e à partir daí conheceremos a mente mais astuta e doentia de uma mulher no cinema em muitos anos.
Se não for a melhor, sem dúvidas é uma das melhores atuações femininas do ano, justamente reconhecida em muitas premiações, até mais do que a favorita, e seria muito bem vinda uma vitória logo em sua primeira indicação, e única para um dos grandes filmes do ano.

 

REESE WITHERSPOON “WILD”

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Somos apresentados às crônicas de Cheryl, uma mulher que fez muitas escolhas erradas na vida e que, depois de perder a mão, seu exemplo de vida e porto-seguro, que decide fazer uma trilha de auto descobrimento e buscando perdão para si mesma por todos os seus erros do passado.
O filme não apresenta nada de novo, talvez somente em colocar uma feminista no papel que normalmente é melhor interpretado por homens, como em “Into the Wild“, o qual “Wild” não chega à sombra em qualquer quesito.
Com sua segunda indicação, Whiterspoon tenta provar que seu Oscar não foi um erro, mas não foi desta vez, ainda mais com um filme tão cansativo como este.

PRÊMIO ANTERIOR:
MELHOR ATRIZ:

“WALK THE LINE” (2005)

 

MENÇÃO HONROSA

GUGU MBATHA-RAW “BEYOND THE LIGHTS”

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Totalmente desconhecida, Gugu teve um grande ano em 2014, com dois bons filmes e ótimas atuações em ambos: “Belle” e “Beyond the Lights“.
Enquanto no primeiro ela faz tem uma personagem mais ‘dócil’ e contida, até por ser um filme de época, em “Beyond the Lights” ela arrebenta e nos entrega uma atuação poderosa, que merecia mais reconhecimento do que apenas o nosso.
Se continuar escolhendo bons projetos, tem tudo para ganhar os holofotes num futuro próximo, e quem sabe uma indicação em muito pouco tempo, pois já demonstrou que não se apoiará somente em sua exuberante beleza.

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