ANÁLISE OSCAR 2015: ATOR COADJUVANTE

Hoje falaremos sobre uma das categorias mais fracas dos últimos tempos, praticamente sem opções de qualidade como na feminina e, incrivelmente, sem opções de nomes melhores que pudessem substituir os indicados, mas fizemos um esforço e espero que gostem.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

 

ROBERT DUVALL “THE JUDGE”

JUDGE, THE

Joseph Palmer é um juíz de uma pequena cidade que, por conta da morte de sua mulher, tem que lidar com o retorno do filho à sua vida e resolver problemas do passado, bem como um acontecimento que pode ditar seu curto futuro.
Claramente lembrado mais por respeito do que por um grande trabalho, o veterano ator já levou a estatueta como protagonista há mais de três décadas, por “Tender Mercies“. Com uma filmografia extensa e invejável, mais uma estatueta não mudará em nada sua bela história no cinema.

PRÊMIOS ANTERIORES:
MELHOR ATOR:

“TENDER MERCIES” (1983)

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATOR:

“THE GREAT SANTINI” (1979)

“THE APOSTLE” (1997)

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

“THE GODFATHER” (1972)

“APOCALYPSE NOW” (1979)

“A CIVIL ACTION” (1998)

 

ETHAN HAWKE “BOYHOOD”

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Anônimo como outros personagens, o pai de Mason é um espírito livre que aparenta ter sido pai cedo demais, mas está sempre presente na vida dos filhos, amadurecendo juntamente com seu filho, até atingir a maturidade esperada para sua idade.
Graças à calorosa recepção do filme e impulsionado pela avassaladora leva de prêmios de sua parceira em tela, um dos mais fracos atores de sua geração consegue sua segunda indicação na categoria, mostrando a mesma falta de talento de sempre, assim como todo elenco de “Boyhood“.

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATOR COADJUVANTE:

“TRAINING DAY” (2001)

MELHOR ROTEIRISTA:

“BEFORE SUNSET” (2004)

“BEFORE MIDNIGHT” (2013)

 

EDWARD NORTON “BIRDMAN OR (THE UNEXPECTED VIRTUE OF IGNORANCE)”

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Mark Shiner é um ator egoista, mesquinho mas muito talentoso, o nome certa para que a peça de Thomson ganhe a notoriedade que merece, mas sua personalidade forte acaba conflitando com os demais atores e interferindo diretamente na vida de Riggan.
Norton devia uma boa atuação há quase vinte anos, quando entregou a melhor atuação masculina dos anos 90, e voltou às premiações com um papel que, até certo ponto, não exige tanto. Porém, com a sutileza de um grande ator como ele, torna-se um personagem ao mesmo tempo detestável e amavelmente divertido.

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATOR:

“AMERICAN HISTORY X” (1998)

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

“PRIMAL FEAR” (1996)

 

MARK RUFFALO “FOXCATCHER”

ruffalo1

David Schultz é o irmão cuidadoso e treinador experiente que conduz Mark ao título mundial, mas que com a entrada de Du Pont na vida do irmão, como também na sua própria, vive uma história de conflito discreto com o poderoso magnata.
Depois de sua primeira e única indicação até hoje, Ruffalo se destacou e recebeu reconhecimento em diversos papeis, até ficar conhecido como o Hulk definitivo em “The Avengers“. Em “Foxcatcher“, Mark tem a melhor atuação de sua carreira, extremamente contido e com um trabalho corporal e de olhares que mantém o nível denso da trama. Se mantiver este nível e escolher melhor seus próximos papeis, tem tudo para aparecer outras vezes na premiação.

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATOR COADJUVANTE:

“THE KIDS ARE ALL RIGHT” (2010)

 

J.K. SIMMONS “WHIPLASH”

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Terence Fletcher é o professor mais temido e respeitado do melhor conservatório musical dos Estados Unidos, que vê no jovem Andrew um talento emergente, mas que nem por isso deixará de exigir do rapaz o máximo para ultrapassar seus limites, mesmo que para isso seja o homem mais detestável que já pisou na terra.
Mesmo sendo o menos conhecido dentre os indicados, é mais lembrado pelo papel de J.J. Jameson na trilogia “Spider Man” de Sam Raimi, mas que graças a uma história poderosa, pode dar vida ao personagem que mais raiva nos dá em muito tempo, mas que ainda assim não conseguimos odiar.

 

MENÇÃO HONROSA

ROBERT PATTINSON “THE ROVER”

pattinson

Num ano tão fraco para a categoria masculina, fica até difícil encontrar um nome para ocupar as vagas de Duvall ou Hawke, mas quando vemos um ator como Pattinson – lembrado e odiado por muitos por conta de “Twilight” – escolhendo papeis desafiadores e menores como este em “The Rover“, temos que nos render e deixar de lado alguns preconceitos e aplaudir as escolhas de um ator que quer deixar para trás a péssima reputação que adquiriu com a ridícula saga vampiresca e provar seu talento.

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