ANÁLISE OSCAR 2015: ATRIZ COADJUVANTE

Agora de casa nova, postaremos, durante esta semana, as análises das seis principais categorias do Oscar. Cada dia uma categoria diferente, com cada indicado comentado e também uma menção honrosa para os filmes, atores e diretores que ficaram de fora e mereciam uma indicação.

Hoje começaremos com a categoria de atriz coadjuvante, com uma seleção de baixa qualidade, onde as melhores atuações acabaram de fora, e a favorita é uma das piores atrizes em atividade.

Confira, opine e divulgue.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

 

PATRICIA ARQUETTE“BOYHOOD”

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Assim como outros personagens, a mãe anônima de Mason é como muitas outras, separada e sempre esforçada para ver seus filhos felizes, não consegue acertar ao encontrar um novo marido, atrasando sua vida e prejudicando a de seus filhos, que não conseguem se apegar aos novos lares e vidas.
Patricia carrega no sobrenome o DNA da canastrice e falta de talento. Mais conhecida pelo seriado “Medium“, nunca se destacou e seu favoritismo absoluto chega a dar medo de ruim, num papel sem destaque e sempre insossa. Uma vitória que, se confirmada, será um momento triste para a história da premiação, como foi a de Renée Zellweger, por “Cold Mountain“,  há 11 anos.

 

LAURA DERN“WILD”

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Sonhadora ao extremo, Bobbi é uma mãe amorosa, dedicada e feliz, que enxerga o lado lindo da vida mesmo diante de tantos obstáculos e tragédias em sua vida.
NADA justifica a indicação de Dern este ano a não ser por forte campanha familiar – seu pai, Bruce Dern, foi indicado ano passado a melhor ator pelo superestimado “Nebraska”; e sua mãe, Dianne Ladd, é muito respeitada. Longe de ser uma má atriz, pelo contrário, mas com tão poucas cena e nenhuma delas marcantes, sua personagem só ganha força através das memórias da protagonista, no entanto se aproveitou bem da única vaga restante na categoria para diminuir ainda mais a qualidade já baixa deste ano.

INDICAÇÃO ANTERIOR:
MELHOR ATRIZ:

“RAMBLING ROSE” (1991)

 

KEIRA KNIGHTLEY“THE IMITATION GAME”

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Numa época onde as mulheres ainda eram vistas como esposas e donas de casa em potencial, Joan decide usar sua inteligência para se juntar à seleta equipe de Alan Turing, com quem desenvolve uma forte amizade e afeição, para juntos darem um fim à Segunda Guerra Mundial.
Dona de uma beleza delicada, mas de talento limitado, Keira consegue sua segunda indicação ‘arrastada’ pela campanha que o filme recebeu, e entra como a única possível oponente à favorita, e não seria uma vitória injusta, dada a qualidade da favorita.

INDICAÇÃO ANTERIOR:
MELHOR ATRIZ

“PRIDE & PREJUDICE” (2005)

 

EMMA STONE “BIRDMAN OR (THE UNEXPECTED VIRTUE OF IGNORANCE)”

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Sam é a filha de Riggan, que trabalha como assistente do ator como forma de compensar seu período de reabilitação por uso de drogas, mas também é a única que consegue lidar com o ego de Mark Shiner, com quem mantem uma relação bem diferente.
Depois de tanto insistir e diversificar, ela finalmente acerta em cheio e consegue extrair seu máximo, não que isso signifique muito. Numa categoria tão fraca como a desse ano, ela chega a ser a melhor dentre as indicadas, mas também sem chance de vitória.

 

MERYL STREEP “INTO THE WOODS”

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Uma bruxa quer se vingar de vários personagens famosos de contos de fada, e ameaça um casal a conseguir itens que farão com que ela volte a ser jovem e bela.
Uma das melhores atrizes de todos os tempos é uma candidata defaut, não importa o que faça, todos a adoram e será indicada mesmo assim. E “Into the Woods” é a prova disso, onde ela tem uma atuação cheia de caras e bocas num musical bem fraco, mas que ela tira de letra e por isso está aqui, mesmo sem chances.

PRÊMIOS ANTERIORES:
MELHOR ATRIZ:

“SOPHIE’S CHOICE” (1982)

“THE IRON LADY” (2011)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

“KRAMER vs. KRAMER” (1979)

 

INDICAÇÕES ANTERIORES:
MELHOR ATRIZ:

“THE FRENCH LIEUTENANT’S WOMAN” (1981)

“SILKWOOD” (1983)

“OUT OF AFRICA” (1985)

“IRONWEED” (1987)

“A CRY IN THE DARK” (1988)

“POSTCARDS FROM THE EDGE” (1990)

“THE BRIDGES OF MADISON COUNTY” (1995)

“ONE TRUE THING” (1998)

“MUSIC OF THE HEART” (1999)

“THE DEVIL WEARS PRADA” (2006)

“DOUBT” (2008)

“JULIE & JULIA” (2009)

“AUGUST: OSAGE COUNTY” (2013)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

“THE DEER HUNTER” (1978)

“ADAPTATION” (2002)

 

MENÇÃO HONROSA

RENE RUSSO “NIGHTCRAWLER”

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As atrizes que ficaram de fora este ano foram infinitamente melhores que as indicadas, e podemos citar facilmente nomes como o da sempre ótima Jessica Chastain em “A Most Violent Year“, ou mesmo a camaleoa Tilda Swinton em “Snowpiercer” (e ainda tem uma ponta num dos filmes com mais indicações desta edição, “The Grand Budapest Hotel“), mas decidimos insistir na injustiça sofrida por “Nightcrawler“.
Lembrada e eternizada pela saga “Lethal Weapon” e conhecida como a mãe de Thor nos dois filmes do herói, Rene Russo – que mantém uma beleza exuberante aos 60 anos – entregou a melhor atuação da sua carreira e foi muito reconhecida em outras premiações, e merecia ao menos uma indicação. O importante é que, ao menos agora, sabemos que ela é mais do que um rosto bonito.

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