APOSTAS DE DEZEMBRO – FILME ESTRANGEIRO

estrangeirosA corrida de ouro para os filmes estrangeiros começa muito antes da ‘corrida normal’ – como todos sabem, cada pais precisa selecionar uma produção para garantir uma única vaga na categoria de filme estrangeiro, esta talvez a mais imprevisível do que qualquer outra, principalmente a essa altura, com mais de sessenta filmes na disputa por apenas nove vagas, tornando difícil saber quem vai sobreviver e quem vai morrer na praia.

É claro que a academia tem suas preferências, tanto para gêneros quanto para produções de determinados países, como os  europeus, que são quase sempre favoritos (franceses e italianos que o digam), contudo, os grandalhões do cinema não estão com o gás de sempre desta vez. A França, com a biografia do badalado estilista “Saint Laurent”, de Bernard Botelho, e a Itália, com o excelente “Capital Humano”, de Paolo Virzi, estão pouco visados e, por isso, com menos chances, como também (e sempre longe do prêmio) o nosso cinema nacional, representado pelo fraquíssimo “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro.

Por outro lado, os argentinos estão em busca do tricampeonato com o excepcional “Relatos Selvagens”, de Damián Szifrón,  mas são “Ida”, de Pawel Pawlikowski, da Polônia, elogiado e premiado em todos os cantos do mundo, e “Force Majure”, de Ruben Östlund, da Suécia, que largam na frente.

Anualmente, o Festival de Cannes alavanca uma série de filmes para supostas indicações para essa categoria, e em 2014 não foi diferente. Adorado por todos e bem recebido em no festival, “Mommy”, de Xavier Dolan, representando o Canadá, e o vencedor da Palma de Ouro “Winter Sleep”, de Nuri Bilge Ceylan, representando a Turquia, tem boas chances, assim como a maioria dos filmes vencedores do prêmio máximo em Cannes nos últimos anos.

O representante russo “Leviathan”, de Andrei Zvyagintsev, também foi, no geral, bem recebido. Mas, como dissemos  no inicio, a essa altura é muito difícil prever e cravar os nove finalistas que estarão na shortlist no final de dezembro.

Os filmes menores só aparentam o ser pois sempre emplacam uma indicação, como pode ser o caso de “Tangerines”, de Zaza Urushadze, da Estônia, ou o excelente holandês “Lucia de B.”, de Paula van der Oest. Até mesmo “Timbukutu”, de Abderrahmane Sissako, representante da Mauritânia,  ou o venezuelano “Libertador“, de Alberto Arvelo, podem continuar acreditando.

Como em todas as categorias, as surpresas estão dispostas a acontecer – a Alemanha pode ser uma delas com “Beloved Sisters”, de Dominik Graf,  ou a Hungria com “White God”, de Kornél Mundruczó. Já os demais países não representam grande ameaça, porém insistimos em dizer que a safra de filmes estrangeiros está muito melhor do que a de norte americanos, mas logo tudo isso será esclarecido, quando a academia liberar a lista de semi finalistas. Aguardemos.

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