APOSTAS DE DEZEMBRO – ATRIZES

Diferentemente da categoria masculina, esta continua sendo regularmente de baixa qualidade e diversidade, contendo quase sempre com, no máximo, duas atrizes brigando pela estatueta. com as demais apenas completando vaga, e este ano não é muito diferente.

aposta atrizApós a exibição de “Wild” em Toronto, foi praticamente unânime que Reese Whiterspoon seria indicada novamente, e foi tida como favorita até nenhum outro filme com atrizes mais fortes ter estreado ou tido qualquer projeção reservada. Esta sua indicação não indica tanto que sua atuação seja boa, mas mais para justificar sua vitória em 2005, tida por muitos como injusta. Hoje, sem muitas chances, vai precisar do apoio da crítica para recuperar sua força.

Em contrapartida, a Focus, distribuidora de “The Theory of Everything“, vendo que a categoria estava aberta, acertou em cheio ao lançar Felicity Jones como lead, e a jovem atriz pode finalmente receber sua primeira indicação e, com isso, mais destaque e reconhecimento. Mesmo o prêmio já estando praticamente garantido para outra, suas chances não são ruins, é linda e versátil, atuando tanto em filmes mais sérios como “Loucamente Apaixonados“, como em blockbusters, como “O Espetacular Homem-Aranha 2“, onde tem uma personagem importante em filmes futuros, e sabemos que Hollywood adora essa combinação… e também não seria nenhuma injustiça.

A surpresa dentre as possíveis indicadas veio com a estréia de “Gone Girl“, em outubro. Até então, só havíamos visto trailers que davam destaque à história e ao protagonista, Ben Affleck, mas assim que os primeiros críticos assistiram, o nome de Rosamund Pike ganhou força, e ficamos imaginando como. E sua personagem é intensa e complexa, e mesmo não tendo caído nas graças de muita gente, sua atuação foi unanimemente elogiada. E se Fincher conseguiu o mais difícil, que foi a indicação de Rooney Mara por “The Girl with the Dragon Tattoo“, (que nem era tão boa assim para tomar o lugar de Tilda Swinton), que dirá com uma das melhores atuações femininas do ano?

Já para manter a próxima atriz entre as indicadas foi uma briga dura, mas decidimos dar uma última chance a Amy Adams, por “Big Eyes“. O filme de Tim Burton não foi muito bem recebido pelos poucos que já o assistiram, mas lembremos que ela é uma atriz querida e muito talentosa, já indicada outras cinco vezes, inclusive ano passado, quando obteve sua primeira indicação como protagonista, ou seja, seu Oscar está próximo, mas infelizmente tenha que esperar mais um ou dois anos. A seu favor há o nome de Harvey Weinstein, que tem um ótimo aproveitamento com suas atrizes, e também o público do diretor, que adora seus trabalhos e, com certeza, terá uma boa bilheteria, podendo impulsioná-la novamente.

Mas obviamente que todo o favoritismo está com Julianne Moore, que em “Still Alice” interpreta uma professora linguista que é diagnosticada com Mal de Alzheimer, um papel que a Academia adora indicar e premiar em muitos casos. Não é um filme tratado de forma tão competente quanto em “Longe Dela“, mas Moore terá finalmente conquistado seu tão esperado Oscar, que deveria ter recebido duplamente em 2003. Muito respeitada, porém de carreira irregular, ela deverá ter seu merecido reconhecimento com esse prêmio.

Dentre as atrizes que ainda brigam por uma vaga, as mais fortes seriam Hilary Swank, por “The Homesman“, que viu seu nome crescendo conforme o de Amy Adams foi caindo. Emily Blunt, por “Into the Woods” ainda se mantém entre as cinco em muitos sites de apostas, e a ótima recepção que o filme obteve, adicionada à bilheteria que terá no Natal, quando estrear, podem consolidá-la definitivamente entre as indicadas. Outros nomes correm por fora, como Marion Cotillard, por “Two Days, One Night” ou “The Immigrant“, e até mesmo a novata Gugu Mbatha-Raw, que tem dois filmes no mesmo ano, “Belle” e “Beyond the Lights“, e foi elogiada em ambos, mas sua ausência no Independent Spirit podem ter matado suas chances. E Shailene Woodley, pelo sucesso juvenil “The Fault in Our Stars“, poderia ser a grande surpresa, pois é jovem, talentosa, está numa franquia de relativo sucesso e já deveria ter sido indicada em 2011 como coadjuvante.

Este ano, nesta categoria, temos uma diversidade entre atrizes muito e pouco talentosas, mas sempre em destaque nos últimos anos, e parecem já estar consolidadas em suas vagas.

aposta coad2A começar pela inglesa Keira Knightley, em “The Imitation Game“, que impulsionada pela boa recepção do filme e do prêmio no Hollywood Film Festival, deve conseguir sua segunda indicação. Sempre muito discreta, e com curriculo bem diversificado, ela surge como uma das favoritas, e por ter Harvey Weintein a seu favor, pode sair até vencedora, resta esperar para saber se a crítica também abraçará sua performance.

Do lado das pouco talentosas, está Emma Stone, por “Birdman“, filme que pode finalmente lhe render sua primeira indicação. Como já é um rosto conhecido bem antes de “O Espetacular Homem-Aranha“, escolhendo até alguns bons projetos, é com este que ela pode conquistar algo mais importante do que qualquer prêmio, respeito.

Por outro lado, Jéssica Chastain pode não ser super conhecida, mas é respeitadíssima e muito trabalhadora, fazendo sempre mais de três filmes por ano, logo esperamos vê-la mais vezes indicada e, consequentemente, vencedora. Em “A Most Violent Year” ela prova mais uma vez porque é a melhor atriz de sua geração e dos dias atuais, cada vez mais carente de grandes talentos. Dessa vez ela deve entrar como boas chances de sair vencedora, mas ainda vai depender de alguns prêmios para isso.

Voltando para a parte fraca, Patricia Arquette é uma das representantes-mor da falta de talento entre as atrizes. Mais conhecida na TV pelo seriado “Medium“, seu sobrenome, assim como os Baldwins, já denuncia sua limitação, e sua performance em “Boyhood” é o retrato da supervalorização que tanto ela como o filme vêm recebendo, mas surge como o nome a ser batido, e esperamos que o seja, para o bem do cinema.

Mas para nossa sorte e alegria, ainda temos a magnânima Meryl Streep para nos salvar. Uma das melhores atrizes de todos os tempos e figurinha carimbada no Oscar, busca seu quarto e demorado prêmio na carreira, que pode vir por algo um tanto diferente, num musical. Mesmo já tendo mostrado seus dotes musicais no horrendo “Mamma Mia“, em “Into the Woods” ela foi super elogiada e surge com força para mais uma conquista, mas só alguns prêmios poderão dizer melhor quais são suas reais chances.

No momento são poucos os nomes que podem ocupar uma ou duas das vagas ainda incertas. Torcemos e gostaríamos muito de ver Carrie Coon indicada pela grande performance em “Gone Girl“, mas consideramos praticamente impossível. Seria interessante vermos Laura Dern indicada, exatamente no ano seguinte em que seu pai, Bruce Dern, foi indicado, e com dois filmes no ano, “Wild“, pelo qual é mais cotada, e “The Fault in Our Stars“. E caso “Nightcrawler” apareça em algumas categorias, Rene Russo também pode aparecer, ou mesmo a terrível Kristen Stewart, por “Still Alice“, é uma possibilidade, acreditem.

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