APOSTAS DE DEZEMBRO – ATORES

Como havíamos postado numa matéria anterior, essa parecia ser a categoria mais próxima de ser fechar. Parecia. Nesta época de exibições privadas e premiações iniciais, muita coisa mudou, e alguns nomes dados como certos começam a dar espaço para outros recentemente elogiados.

atorUm dos nomes que se mantém não somente certo, mas muito forte, é Michael Keaton, por “Birdman“. Mesmo conhecido, nunca se destacou na carreira, e tem no filme seu ‘canto do cisne’, a única grande atuação que já teve ou terá na carreira, o que pode ser suficiente para consagrá-lo também como o único intérprete de Batman a vencer como protagonista, uma vez que George Clooney e Christian Bale, melhores intérpretes que Keaton, levaram suas estatuetas como coadjuvantes.

Outro estreante na disputa e que parece ter conquistado a vaga que faltava em cima da hora, é David Oyelowo, por “Selma“. O longa demorou um pouco para aparecer, mas depois de sua exibição foi muito elogiado, e deve ser o filme ‘cotista’ do ano. Oyelowo começou a despontar há pouco tempo, muito discreto, mas por intepretar um personagem tão forte como Martin Luther King no primeiro projeto a retratar o líder político, Oyelowo deve se contentar em ser indicado a essa altura.

Ator que transita entre a TV e o cinema, o jovem Eddie Redmayne se destacou na ótima minissérie “Os Pilares da Terra“, e no cinema ficou mais conhecido pela adaptação do musical “Os Miseráveis“, de grande sucesso. E agora, interpretando Stephen Hawkins em “The Theory of Everything“, Redmayne teve a chance de provar que não é só mais um rostinho bonito na indústria, e consegue brilhantemente. Chegou a dspontar como um dos favoritos, mas o filme ainda não estreou e, com certeza, será bem aceito pelo público, o que aumentará suas chances, mas sua juventude pode ser o grande impecilho, pois que a Academia raramente premia alguém tão novo logo em sua primeira indicação, especialmente na categoria masculina.

Único dentre os cinco já indicado anteriormente, decidimos incluir Jake Gylenhaal, por “Nightcrawler“, graças à ótima recepção que o filme obteve, mas também à carreira exemplar desse ainda jovem ator que, ainda neste ano, esteve no estranho “Enemy“, de Dennis Villeneuve, com quem trabalho em 2013 em “Prisoners“, em que foi muito cogitado para uma indicação à coadjuvante. Mesmo sem chance, esta segunda indicação seria um reconhecimento até tardio para alguém tão eclético e talentoso.

Mas o nome que consideramos certo e que, na nossa opinião, deve se consagrar, é Benedict Cumberbatch, por “The Imitation Game“. Benedict não tem mais nada a provar, é um ótimo ator, tanto na TV com o seriado “Sherlock“, e mais recentemente no cinema, devendo se consagrar no melhor momento de sua carreira, mas vai precisar de alguns prêmios (e de toda ajuda dos padrinhos Weinstein) para confirmar sua vitória.

Alguns nomes que decidimos retirar ainda respiram por aparelhos, como Steve Carell, por “Foxcatcher“, em que novamente prova ser um grande ator que trabalha bem tanto em comédias como em dramas, ou mesmo Bradley Cooper, por “American Sniper“, no qual ganhou alguns músculos para interpretar um dos melhores atiradores do exército, e que seria sua terceira indicação consecutiva, um fato raro. Ainda há o respeitado Joaquin Phoenix, por “Inherant Vice“, do mestre Paul Thomas Anderson, que mesmo não sendo bem recebido, não pode ser descartado. Já os desconhecidos Miles Teller em “Whiplash” e Jack O’Connell em “Unbroken“, dependem de seus filmes emplacarem indicações a melhor filme e, quem sabe, alguns prêmios da crítica que não sejam como revelações.

As categorias coadjuvantes, este ano, ainda estão muito abertas, e somente conforme alguns prêmios e indicações forem saindo é que teremos uma melhor ideia de quem poderia entrar.

coadjO primeiro da lista foi exatamente o último nome a ser cogitado, mas graças à recepção de “Selma“, decidimos por incluir o veterano Tom Wilkinson entre os cinco. Sabemos como os estadunidenses adoram seus presidentes (pelo menos boa parte deles), o que torna o ator um nome a ser considerado, pois interpreta Lyndon Johnson em tempos turbulentos, o que aumenta ainda mais a responsabilidade de sua atuação. Mas que o conhece sabe que ele é capaz e competente, resta saber se o suficiente para conseguir sua segunda indicação.

Conforme “Boyhood” foi crescendo no conceito dos críticos e em algumas premiações até agora, decidimos colocar o sempre fraco Ethan Hawke na categoria. As chances de seu par feminino são muito melhores, o que pode impulsionar sua segunda indicação aqui. E somente por isso mesmo, pois assim como o filme, sua atuação não impressiona, mas é um nome que está sempre junto ao diretor, especialmente graças à trilogia do ‘Antes’, onde recebeu duas indicações em conjunto com Linklater e Julie Delpy, sua companheira na saga.

Birdman” parece surgir como um resgate para quase todos o elenco, e a prova disso seria a volta de Edward Norton às boas atuações e, consequentemente, ao Oscar. O ator devia uma grande atuação desde “A Outra História Americana“, uma das maiores do século passado. Mesmo que em vários momentos o filme seja puxado para o lado cômico, Norton mostra poque era considerado um dos melhores de sua geração, e esperamos que esta possível indicação reacenda essa chama nele e volte a escolher bons projetos como este.

Eterno coadjuvante, Mark Ruffalo deve conseguir sua (apenas) segunda indicação ao prêmio por “Foxcatcher“, no que consideramos a melhor atuação de sua carreira. É um bom personagem, que tem presença de tela nos poucos momentos em que aparece, e num filme denso e sombrio, que prova seu dinamismo, mesmo sendo mais conhecido como Hulk, em “Os Vingadores“. E seria uma coincidência, no mínimo, curiosa, vermos dois intérpretes do personagem esmeraldino se enfrentando na categoria.

Mas o favoritismo é todo de J.K. Simmons, em “Whiplash“. Por onde passou, o filme foi extremamente elogiado, e sua indicação e vitória eram dadas como garantidas, e ao contrário do que costuma acontecer, foi a partir disso que o filme ganhou forças, podendo aparecer em categorias principais. Mais conhecido como o J.J. Jameson da trilogia original de “Homem-Aranha“, Simmons pôde finalmente escolher um projeto onde pudesse mostrar seu talento, e deve se consagrar em fevereiro, com todos os méritos e uma enxurrada de prêmios.

Como esta é uma categoria ainda aberta, podemos citar outros nomes de peso como Christoph Waltz, por “Big Eyes“, vencedor outras duas vezes na categoria, ou mesmo o veterano Robert Duvall, por “The Judge“, pois é um ator super respeitado e com uma carreira brilhante. Chris Pine foi muito elogiado pro “Into the Woods“, então nosso novo Cap. Kirk pode ser o único da saga, seja ela antiga ou nova, a ser indicado a um Oscar.

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