APOSTAS DE DEZEMBRO – DIREÇÃO

Esta é, com certeza, a categoria mais disputada e imprevisível em anos. E a palhaçada de mais de cinco indicados a melhor filme a afetou diretamente pois, em outros anos, nesta época, ela já estaria praticamente fechada.

direçãoComecemos pelo nome mais conhecido da lista, talvez um dos mais completos diretores da atualidade, e que já era para ter sua estatueta há alguns anos: David Fincher. Seu trabalho em “Gone Girl” é novamente milimétrico, comprovando seu enorme talento e capacidade, e deve figurar novamente entre os indicados, mas com poucas chances de sair vencedor, podendo novamente perder para alguém muito inferior.

E já que falamos de inferiores, vamos dar nome ao boi: Richard Linlater; e é aqui que a polêmica começa. Vimos “Boyhood” e chegamos à conclusão que é um filme superestimado e comum, nada que justifique este ‘auê’ que criaram sobre ele, mas muitos acham que só por ele ter demorado 12 anos para realizar o filme seriam suficientes par considerá-lo genial, sendo que não passa de um diretor medíocre, mas infelizmente é o nome a ser batido dessa nossa lista.

Outro que deve conseguir mais uma indicação é Alejandro González Iñarritu, por “Birdman“, que vem arrancando elogios por onde passa e dificilmente sairá sem algum prêmio. Mantendo a linha um tanto depressiva, Iñárritu dessa vez insere um pouco de comédia em sua obra, resultando em mais um ótimo trabalho e, pela segunda vez seguida, colocando o talento mexicano em evidência.

O nome mais desconhecido dentre os indicados é Morten Tyldum, diretor predominantemente televisivo e que, no cinema, se destacou apenas pela boa adaptação de “Headhunters“, já disponível no Brasil. Como “The Imitation Game” é o favorito, mantivemos seu nome na categoria, mas com poucas chances de vitória. Se o filme realmente sair vencedor, como esperamos, suas chances aumentam progressivamente, como vimos há alguns anos com o fraco “O Discurso do Rei“.

E depois de muito debater, decidimos fechar a categoria com aquela que pode ser não só a surpresa, mas a quebra de um tabu na Academia. Ava DuVernay, diretora de curta-metragens e filmes para a TV, premiada e elogiada que, já em seu segundo filme, o bom “Middle of Nowhere“, chamou a atenção da crítica, sendo inclusive premiada em Sundance, onde foi a primeira diretora afro-americana a vencer o prêmio de direção. E sua indicação ao Oscar por “Selma” seria ainda mais significante, uma vez que, em mais de 80 anos, somente três diretores afro-americanos conseguiram tal feito, todos homens, e apenas uma mulher venceu, e foi há 5 anos, mas Ava pode ir ainda mais longe e levar o prêmio, fazendo história na premiação.

Como esta categoria está ainda muito aberta, com talvez três nomes, no máximo, certos, vários outros ainda correm por uma vaga, entre eles Christopher Nolan, por “Interstellar“. que ainda busca sua primeira indicação na categoria, Angelina Jolie por “Unbroken” (que, caso consiga, seria a primeira vez em que teríamos duas mulheres indicadas no mesmo ano), o veterano Clint Eastwood, por “American Sniper” é um nome que nunca se deve ignorar. E há outros menos conhecidos como Demien Chazelle, por “Whiplash” e J.C. Chandor por “A Most Violent Year“, ou até mesmo nomes reconhecidos como Rob Marshall com “Into the Woods” e Bennett Miller por “Foxcatcher” ainda podem dar as caras.

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